No dia 18 de Junho de 2.008, quarta-feira, pedi para todos os meus alunos dos 3ºs. colegiais “A” e “B”, comentarem francamente o que pensam sobre o atual projeto educacional do Governo Estadual que, literalmente, está deixando todos nós “loucos”.
Que todos reflitam sobre os rumos em que a educação pública no estado mais rico do País, continua tomando.
Segue abaixo as opinões das alunas.
Professor Carlos – História.
MAGDA PINHEIRO PIMENTA – 3º “A”.
Em meio a crise que se encontra a educação do estado de São Paulo, esse projeto foi criado com o objetivo de igualar o conteúdo dado para todas as escolas públicas. Entretanto, erros banais, como o atraso na entrega do material, caracterizou a desorganização total na execução do projeto.
Outro agravante foi que não levaram em consideração as escolas que já dispunham de bom planejamento e boa execução do plano de ensino. Estas escolas fora, realmente, as prejudicadas tendo que voltar a conteúdos já dados. Porém, para outras escolas, as vantagens foram inúmeras: o fornecimento de material, a obrigação da execução do roteiro, sendo cobrado através de exames, melhorou a qualidade.
Na minha opinião, deveria ser feito um exame antes da distribuição do material, para identificar quais escolas deveriam aderir ao plano ou de qual material, de acordo com o resultado do exame, seria mais adequado. Assim, as boas escolas não seriam prejudicadas e aos poucos todas estariam ensinando o mesmo conteúdo.
As escolas que se destacassem nesse exame, 3ªs. séries do Ensino Médio, receberiam um material diferenciado para preparar o aluno para o vestibular.
É impossível falar sobre esse projeto sem que se lembre do incentivo que o governo estadual está dando as escolas técnicas. Em outras palavras, os gastos com novas escolas técnicas. Este gasto deveria ser substituído por melhorias em escolas públicas de base (Ensinos Médio e Fundamental) já existentes, evitando que alunos totalmente despreparados cursem sobre novas áreas, sem ter uma base ou apenas alunos de escolas particulares, consigam as vagas no ensino técnico de qualidade.
(…)
Em suma, o projeto como um todo (a idéia) tem vários pontos fortes, se tratado corretamente, isto é, com planejamento, organização e controle adequados a cada situação. Cabe a nós, cidadãos e participantes desse projeto, reivindicar e sugerir melhores alternativas.
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GLÁUCIA APARECIDA FRANCHINI E SILVA – 3º “B”.
Sempre estudei em escola particular, talvez por isso, tenha sentido tanta diferença, em relação ao método de estudo.
No início, me entristecia ver a situação que estava o ensino público. Repudiava as aulas de projeto. Os professores estavam perdidos, mal informados, uma situação lastimável.
Hoje, acostumei-me ao ritmo que são ensinadas as matérias. Aprecio as aulas de projeto, afinal, as mesmas nos proporcionam uma ampla abordagem sobre os temas tratados. Somos alunos independentes, sendo assim, temos capacidade de ampliar nosso intelecto, por meio de pesquisas, as quais são muito usadas por nossos professores.
De modo geral, os profissionais em dar aulas e os alunos parecem não admirar o sistema público, no entanto, para mim, o ensino é de qualidade mediana, sendo que, para que o mesmo alcance excelência, nós, como alunos devemos nos dedicar mais assiduamente, estando informados a respeito dos fatos cotidianos e os grandes marcos das matérias acadêmicas.
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LETÍCIA DE CARVALHO SCARME – 3º “B”.
O projeto que o governo do estado de São Paulo implantou nas escolas públicas, é bastante ineficaz pois, exemplificando, o programa leva a todas as escolas uma mesma “receita de bolo”. Cada escola seria uma “cozinheira” diferente, com condições diferentes de preparo, com instrumentos diferentes. Portanto, cada bolo sairia diferente um do outro, podendo dar certo com uma cozinheira e errado com outra.
Entende-se então, que ao impor um mesmo projeto a todos os componentes de uma extensa rede educacional, como é o caso da rede pública de ensino do estado de São Paulo, mesmo que seja favorável em algumas das escolas, pode prejudicar uma outra parte dessas. Pois as escolas têm alunos diferentes, professores diferentes, contextos diferentes, e sobretudo recursos diferentes.
Portanto, o que se deveria fazer antes de impor o projeto de ensino, seria fornecer às escolas recursos adequados para a implantação do mesmo.
E até quando este equívoco continuará não se sabe.
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LÍGIA MARA BATISTA LOPES – 3º “B”.
O projeto tem sido de grande valia para muitas escolas públicas. Na intenção de melhorar o ensino nas escolas públicas, o governo procurou estar integrando os alunos junto com os acontecimentos atuais. Através dos professores selecionados da escola, os assuntos como o aquecimento global e a saúde pública brasileira, tem sido repassado aos alunos. Com essas informações dadas em sala de aula, é uma forma de conscientizar os alunos para o futuro, para reverter um problema que pode ser muito mais agravante.
Apesar da importância do projeto, que iguala as escolas em relação ao tipo de matéria dada, há escolas que se atrasam ao ter que repassar essas matérias aos alunos, pois no “Culto à Ciência”, por exemplo, o ensino é superior a muitas escolas públicas. Sendo que o projeto atrapalha os professores, porque não podem passar aos alunos as matérias que cairão na prova do vestibular.
Ou seja, o projeto é importante sim, mas não prepara o aluno para o vestibular.
Assim, o grande prejudicado é o aluno que está cursando o 3º ano e pretendem prestar vestibular. Que diante disso são obrigados a procurar ensino por fora, ou em cursinhos preparatórios. (…)
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TYCILLIA AKANE TAHARA – 3º “B”.
“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, já dizia Sêneca, frase que para os responsáveis pela educação pública não tem valor algum.
No Estado de São Paulo, por exemplo, de zero a dez pontos tiveram 1,41 pontos!
Hoje e sempre a questão, o quesito ensino público é uma questão de pura demagogia política, não tendo fundamento algum a priorizar as necessidades dos jovens, crianças e adolescentes, futuro do País.
Em especial aos que estão cursando o Ensino Médio, estão sendo interrompidos por um conteúdo inversamente proporcional no que diz respeito à qualidade. Há exceções é verdade, muitas instituições precisam de um auxílio no sentido que o governo planejou, mas aquelas que não precisam cem por cento são as mais prejudicadas.
Deveriam fazer um plano de maneira menos ignorante e com um maior bom senso. Analisar escola por escola, seus pontos fortes e trabalhar os pontos fracos; auxiliar as necessidades do professor, incentivo às idéias estudantis quanto a cidadania, um suporte completo às instituições separadamente.
O que os futuros cidadãos esperam, de seu País? Que ele cresça energicamente e favoravelmente aos seus sonhos pessoais e profissionais, mas não tendo uma vontade de conhecer o mundo para até mudá-lo e saber suas responsabilidades como cidadão exemplar (…).
A educação na escola, para cada indivíduo que nela freqüenta, o marcará para toda a vida, não pode ser tratada como um instrumento de propaganda política e dar continuidade a um ciclo vicioso de descaso, mas sim como primordial de um País que tem tudo para dar certo. Só falta vergonha na cara.
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ÉRICA PINHEIRO PEREIRA – 3º “A”.
No começo do ano letivo de 2.008, os alunos das escolas públicas do Estado de São Paulo, foram surpreendidos com um tormento chamado ironicamente de: “São Paulo faz Escola”. Pois com o jornalzinho que nos foi fornecido e sim São Paulo Desfaz Escola.
Segundo seus criadores, o objetivo desse jornal é fazer com que os alunos revejam algumas matérias de todas as disciplinas. Matérias essas que nem se quer foram dadas, e além de tudo esse jornal não tem “decência” para ser visto como material didático, pois o conteúdo é insuficiente. Em determinada disciplina nota-se erros, entre outros.
Para os alunos dos 3ºs. anos, esse jornal foi um caos pois, na disciplina de Português não tem sequer uma recomendação de literatura, algo que é muito cobrado em vestibular.
Esses 45 dias em que o jornal foi utilizado, foram nada mais, nada menos que tempo jogado fora, pois ao invés de podermos nos dedicar a matéria do 3º ano e nos prepararmos para o vestibular fomos obrigados a concentrar nossos estudos nesse jornal.
É certo que no 3º ano, 70% do ensino é matéria relembrada e não ensinada, pois o vestibular cobra o que aprendemos no decorrer de nossa vida na área do ensino e não o que aprendemos no 3º ano do Ensino Médio mas, se o governo do Estado de São Paulo está tão preocupado com isso, porque não reviu seus conceitos em anos anteriores quando para passar de ano, bastava ir para a escola e não fazer absolutamente nada, quando pois em prática a chamada Progressão Continuada?
Com esse método que está sendo testado, no qual nós alunos somos cobaias, está mais do que provado que a última coisa que o governo quer é aumentar o nível de ensino público no Estado.
Depois dos resultados horríveis que foram divulgados para o Brasil inteiro ver, como a qualidade do ensino do Estado de São Paulo, é lamentável o governo resolver “acordar” afinal, antes tarde do que nunca, porém, apesar de acordados não estão trabalhando como deveriam e sim tentando tapar o Sol com a peneira. Seria muito bom, se o governo raciocinasse e começasse a investir em uma educação mais limpa, acabando de vez com esse negócio de progressão continuada e desse uma atenção redobrada ao Ensino Fundamental e poupassem os alunos de 3º ano do Ensino Médio, que estão a beira do vestibular para fazer uma boa faculdade. (…) Estamos aqui perdendo tempo com métodos inúteis (…).
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