Ruth Camargo Cunha e Paulo Clímaco de Camargo Guimarães
Homenagem da Escola “Culto à Ciência”, aos seus dois ex-alunos que, na brilhante reportagem do jornalista Rogério Verzignasse, souberam engrandecer o nome dessa Escola mais do que Centenária.
Grato Sra. Ruth.
Grato Sr. Paulo.
Paulo Clímaco de Camargo Guimarães, nascido em 1.920 aqui em Campinas em fotografia de fevereiro de 1.935.
Ruth Camargo Cunha, em fotografia da sua ficha de inscrição escolar. Nasceu em Campinas, em 1.923.
Início da ficha de inscrição da Escola “Culto à Ciência”, quando por um determinado período o nome foi mudado para “Gymnasio Official do Estado”, sendo a segunda escola pública do Estado de São Paulo.
Assinatura na ficha de inscrição da sra. Ruth Camargo Cunha, do Mestre e Diretor da Escola, Professor Aníbal Freitas.
Foi na administração do Mestre Aníbal Freitas, dada as particularidades de autonomia da época, mais o fato de termos uma sociedade educada, que realmente desejava aprender, sabendo se comportar com ausência de vandalismos, drogas, alcoolismo juvenil desenfreado e pais de fato responsáveis, que o CULTO À CIÊNCIA, atingiu o seu apogeu.
Além, claro, de projetos educacionais governamentais sérios, onde se inclui verbas dignas para a manutenção da Escola e salários dignos para funcionários, Corpo Docente (professores) e Setor Administrativo (diretor, vice-diretor…).
Hoje, o “Culto à Ciência”, ainda nesse mês de janeiro de 2.008, continua sendo DESTRUÍDO pelas árvores que serão extraídas e podadas, com trincas absurdas, rachaduras e uma quantidade de infiltração de água e goteiras sem paralelo em sua história.
Os pais deveriam procurar a direção para ter uma noção da irrisória, insuficente verba periódica que a Escola recebe para a sua manutenção, além da falta de funcionários para sua manutenção.
Com duas salas de aulas interditadas por ameaça do teto desabar em cima de alunos e professores, nunca, em 134 anos de existência a Escola passou por isso, em virtude do POUCO CASO de determinados governantes.
Também não havia a quantidade, em toda a rede estadual de ensino, de professores que de fato passam uma série de NECESSIDADES por causa dos salários aviltantes, desencadeando assim depressão, problemas cardíacos, hípertensão arterial, síndrome do pânico, diabetes e uma série de doenças facilmente constatadas, onde se incluí cânceres.
Os professores também não tinham de enfrentar planos educacionais mirabolantes (”malucos” para ser claro), nem ameaças de morte dentro de salas de aulas, nem pais IRRESPONSÁVEIS, que transferem para a Escola a natural responsabilidade que todo Pai e Mãe (com “P” e “M” maiúsculas) deveriam possuir.
Era uma época em que, sabedores de educarem seus filhos, os mesmos tinham horário para dormir, acordar, tomar banho antes de vir para a escola, se alimentar adequadamente e uma série de outros fatores naturais de uma sociedade SADIA e RESPONSÁVEL.
E os pais que perderam tal capacidade deveriam procurar ajuda de PSICÓLOGOS e ASSISTENTES SOCIAIS.
Isso em nada, diminui os esforços dos diretores anteriores e posteriores ao grande Mestre pois, como a sra. Ruth lembrou na brilhante reportagem de Rogério Verzignasse, cada época possuí suas características peculiares.
Comparar determinados períodos da história do Brasil, com a história do “Culto à Ciência”, sem levar isso em conta, debochando, fazendo gozações, piadas e denegrindo os esforços de todos os diretores e professores de cada época, é demonstrar profunda IGNORÂNCIA e maldade propositada.
Tais pessoas deveriam se espelhar nas edificantes reportagens de Rogério Verzignasse bem como nos depoimentos, também edificantes, do sr. Paulo Clímaco de Camargo Guimarães e da sra. Ruth Camargo Cunha.





