E. E. Culto à Ciência

18 Abril, 2008

O Enem e a escola privada

Arquivado em: Destaques — cultoaaciencia1 @ 2:21 am

Até o governo do sr. Mário Covas, o restinho de autonomia do “Culto à Ciência” se resumia na escola fazer e aplicar um”vestibulinho”, para os candidatos a  alunos nessa Escola mais do que centenária.

     A partir de 1.995, o “Culto à Ciência” deixou de ter o pouco que sobrava de autonomia. Que todos saibam que, nenhuma escola do Estado de São Paulo possuí desde então, qualquer tipo de autonomia que possa se encaixar nessa palavra em seu amplo sentido pedagógico.

     A escola pública deveria ser para todos que, realmente, desejam estudar, já que não é nenhum “pecado” não ter nascido com o gosto pelo estudo no Ensino Médio. O que é “pecado” é ficar sentado horas e horas dentro de uma escola, sem fazer absolutamente nada.

     Nesse caso o jovem deveria procurar um emprego para ajudar a família e quando a necessidade evolutiva e trabalhista da vida lhe apertasse, iria por vontade própria fazer um supletivo ou qualquer curso equivalente.

     Se esse tipo de clareza intelectual fosse patente em parte dos responsáveis pela escola pública, certamente todas, de uma maneira geral, cresceriam e poderiam, dentro de suas especialidades, se transformarem em “ilhas de excelência”, pois a maioria, senão todos os professores públicos, estão simplesmente ESGOTADOS física e mentalmente pelas constantes mudanças de “programa educacional” que cada governo ao tomar posse, realiza, muitas vezes, talvez em todas, sem levar os professores que estão DENTRO DE SALAS DE AULAS, em conta, solicitando apenas opiniões completamente FORA DA REALIDADE EDUCACIONAL de certos “especialistas” que vivem em seus feudos universitários, distantes mesmo de tudo o que é prático e viável para a educação.

     Assim, parte da classificação do Enem e Saresp, poderá se tornar algo como o velho seriado da década de 1.970/1.980: “A Ilha da Fantasia!”, com suas amostragens que, em uma série de estatísticas e reportagens jornalísticas, de prática mesmo para o crescimento e aprimoramento do sistema pública educacional no Estado de São Paulo e no Brasil como um todo, não levam a lugar algum.

     Tudo precisa ser constantemente “reciclado” com quem entende DE FATO do assunto: os professores que estão dentro de salas de aulas.

      Enfim, o importante é que os alunos, pelo menos eles, que estão em contato DIRETO com os seus professores sabem da REALIDADE ESCOLAR, sabem quando besteiras são publicadas por “especialistas” e por “políticos”. É isso que torna compensatório para os professores: NINGUÉM, mas NINGUÉM mesmo, na política e/ou dentro dos chamados “especialistas em educação”, os enganam.

     E as ELEIÇÕES estão aí! 

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